O Castelo no Céu (no original Tenkuu no Shiro Laputa), lançado em 1986, é o primeiro filme produzido oficialmente pelo Studio Ghibli, sob direção de Hayao Miyazaki. Embora seja uma obra com quase 40 anos, continua encantando gerações com sua mistura única de fantasia, aventura e crítica social — elementos que mais tarde se tornariam marcas registradas do estúdio.
A história começa com uma jovem chamada Sheeta que, misteriosamente, cai do céu, levitando graças a uma pedra azul brilhante pendurada em seu colar. Ela é encontrada por Pazu, um garoto órfão e trabalhador, que sonha em provar a existência de uma cidade lendária chamada Laputa — uma cidade flutuante que seu falecido pai chegou a fotografar uma vez. O que Pazu não imagina é que a pedra de Sheeta é justamente a chave para encontrar essa cidade perdida nos céus.
A partir desse encontro, os dois jovens são perseguidos por piratas voadores e por agentes do governo, todos interessados no poder escondido em Laputa. O filme se transforma então em uma grande jornada cheia de ação, descobertas e dilemas. A cidade flutuante não é apenas uma maravilha tecnológica, mas também um símbolo da ambição humana — capaz de tanto criar como destruir.
Apesar do tom de aventura e da estética mágica, o filme tem uma profundidade que surpreende. A crítica à destruição causada pelo uso militar da tecnologia é clara. Há também uma valorização da amizade, da inocência e da conexão com a natureza. Sheeta e Pazu não são heróis superpoderosos, mas crianças comuns que agem com coragem, empatia e determinação diante de situações perigosas e injustas.
O visual do filme é outro destaque. Mesmo após décadas, a animação feita à mão impressiona pela riqueza de detalhes. Os cenários são vastos e imaginativos, e o design das máquinas voadoras mistura o velho e o futurista de forma única. A trilha sonora, composta por Joe Hisaishi, ajuda a criar uma atmosfera envolvente, com músicas que emocionam e aumentam a sensação de maravilhamento em cada cena.
O Castelo no Céu é um filme que pode ser assistido por crianças, adolescentes e adultos, cada um absorvendo diferentes camadas da narrativa. Ele fala sobre ganância, poder, mas também sobre esperança, coragem e a força dos laços humanos. É uma aventura que faz sonhar, mas que também convida à reflexão.
Se você nunca assistiu a nenhum filme do Studio Ghibli, esta é uma excelente porta de entrada. E se já conhece outras obras do estúdio, O Castelo no Céu é indispensável — não apenas por sua importância histórica, mas por ser, por si só, uma história emocionante, inteligente e cheia de beleza.
Sim, vale (muito) a pena assistir O Castelo no Céu. É uma viagem mágica que permanece no coração muito tempo depois de os créditos subirem.













































