Hoje é normal passar alguns minutos (ou horas 👀) jogando no celular enquanto espera um transporte, está na fila ou relaxa no sofá. Mas essa ideia de usar o telefone como plataforma de games levou mais de um século para se concretizar. A história dos jogos de celular começa muito antes do primeiro smartphone — e acompanha, passo a passo, a própria evolução da comunicação humana.
Do “alô” ao toque na tela
Tudo começa em 1876, quando Alexander Graham Bell e Thomas Watson realizaram a primeira ligação telefônica da história. Anos depois, em 1888, o físico Heinrich Hertz descobriu as ondas eletromagnéticas, abrindo caminho para a comunicação sem fio.
Esses avanços culminaram, no século XX, em sistemas de telefonia móvel desenvolvidos por centros de pesquisa como o Bell Labs, inicialmente usados em automóveis. O celular portátil só se tornaria realidade em 1983, quando Martin Cooper, da Motorola, apresentou o DynaTAC.
Nesse estágio, jogar no celular era praticamente impensável. O aparelho existia para ligar — e apenas isso.
Popularização e os primeiros joguinhos
Durante os anos 1990 e início dos anos 2000, os celulares começaram a se popularizar, ainda de forma limitada. Com o tempo, passaram a incluir recursos como MP3, mapas, acesso à internet e jogos simples pré-instalados. Era o início de uma nova possibilidade de entretenimento, mas ainda bastante restrita tecnicamente.
Tudo muda de vez em 2007.
O iPhone e a explosão dos jogos mobile
O lançamento do iPhone, da Apple, redefiniu completamente o conceito de celular. A tela touchscreen, controlada diretamente pelos dedos, transformou a interação com o aparelho — e abriu as portas para uma nova linguagem de jogos.
Com a criação da App Store, desenvolvedores do mundo todo passaram a lançar jogos de forma simples e acessível. O celular deixava de ser apenas um telefone inteligente e se consolidava como uma plataforma global de games.
Os jogos que viraram fenômeno mundial
Foi nesse cenário que surgiram títulos que extrapolaram o universo gamer e entraram de vez na cultura pop:
Angry Birds mostrou que mecânicas simples, aliadas a carisma e física divertida, podiam conquistar milhões de jogadores.
Flappy Bird virou um fenômeno viral improvável, provando que dificuldade extrema e partidas rápidas podiam dominar redes sociais.
Subway Surfers se tornou um dos jogos mais baixados da história, reforçando o apelo dos “endless runners” para partidas rápidas em qualquer lugar.
Candy Crush Saga consolidou o modelo casual e ajudou a popularizar a monetização por microtransações.
Mas talvez nenhum jogo tenha demonstrado tão bem o potencial único do celular quanto Pokémon GO. Usando GPS, câmera e realidade aumentada, o jogo levou milhões de pessoas às ruas, misturando mundo real e virtual de uma forma inédita — algo praticamente impossível em consoles tradicionais.
Por que o celular domina o mercado de games?
O sucesso dos jogos mobile não é acaso. Smartphones já fazem parte da vida cotidiana de bilhões de pessoas. Diferente de consoles e computadores, eles não exigem investimento extra nem um local específico para jogar. Basta tirar o aparelho do bolso.
Além disso:
permitem jogar a qualquer hora e em qualquer lugar;
atraem tanto jogadores hardcore quanto públicos não tradicionais;
possuem alcance global imediato;
facilitam a distribuição e atualização de jogos.
O presente e o futuro dos jogos de celular
Hoje, os jogos mobile movimentam cifras bilionárias e rivalizam — ou superam — consoles e PCs em número de jogadores. O celular deixou de ser um “quebra-galho” e se tornou um dos principais pilares da indústria dos games.
Do primeiro “alô” transmitido por fios aos jogos que usam GPS, internet e realidade aumentada, os celulares transformaram completamente nossa forma de jogar. E se a história mostrou algo até aqui, é simples: enquanto houver um smartphone na mão, sempre haverá um jogo a um toque de distância 📱🎮✨
Referências
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GUIMARÃES, Clayton Douglas Pereira; GUIMARÃES, Glayder Daywerth Pereira.














































