Se você já frequentou eventos de anime, esbarrou em fóruns de cultura pop japonesa ou até mesmo rolou o feed do TikTok, provavelmente já ouviu a palavra “otaku”. Mas afinal, o que significa esse termo que se tornou tão popular entre fãs de animes e mangás?
Origem no Japão
A palavra “otaku” (おたく/オタク) surgiu no Japão e, originalmente, era usada como uma forma formal e respeitosa de dizer “sua casa” ou “senhor(a)”. Com o tempo, passou a ser usada para se referir a pessoas obcecadas por determinados hobbies, especialmente animes, mangás e jogos.
No Japão, porém, o termo muitas vezes tem uma conotação negativa, indicando alguém extremamente introvertido, que passa horas consumindo seu hobby favorito e se afasta da vida social. Lá, ser chamado de “otaku” pode ser até ofensivo.
A ressignificação no Ocidente
Quando a cultura japonesa começou a se espalhar pelo mundo, principalmente nos anos 80 e 90, a palavra “otaku” atravessou fronteiras e foi ressignificada. No Brasil, o termo passou a ser usado de forma positiva ou neutra, representando simplesmente os fãs apaixonados por animes, mangás e cultura pop japonesa.
Ou seja, enquanto no Japão pode soar pejorativo, no Ocidente virou praticamente um selo de identidade cultural geek.
Otaku no Brasil
No Brasil, o termo se consolidou principalmente a partir dos anos 2000, com a explosão de animes na TV aberta (como Dragon Ball Z, Cavaleiros do Zodíaco, Pokémon e Naruto) e a popularização dos eventos de cultura japonesa, como a Anime Friends.
Hoje, ser otaku no Brasil significa abraçar a paixão pelos animes e mangás sem vergonha, colecionar figures, maratonar temporadas, participar de eventos de cosplay e até aprender japonês para assistir aos lançamentos sem esperar pela tradução.
Afinal, ser otaku é bom ou ruim?
Tudo depende do contexto. No Japão, pode soar como crítica. Já no Brasil e em muitos outros países, virou uma bandeira de orgulho, uma forma de mostrar pertencimento a uma comunidade apaixonada por cultura pop japonesa.
Em resumo: ser otaku é ser fã – às vezes intenso até demais, mas sempre movido pelo amor à arte dos animes e mangás.













































